segunda-feira, 1 de junho de 2020

Semana do Meio Ambiente


O ar que respiramos, o alimento que comemos, a água que bebemos. Tudo vem da natureza. Você é mais dependente do meio ambiente do que imagina. Se ele está bem, você também está. Faça sua parte. Cuide!
🌳1 a 5 de junho – Semana do Meio Ambiente

sábado, 30 de maio de 2020

Educação ambiental mantida durante isolamento social


Comitê Araranguá fornece kits educativos para alunos da escola Castro Alves conseguirem participar de aulas à distância




A educação também precisou se adaptar ao período de pandemia do novo coronavírus. Diante da suspensão das aulas presenciais, escolas e professores tiveram que se reinventar e encontrar alternativas para manter o ensino. O Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba é parceiro dos educadores e tem colaborado para que a educação ambiental permaneça ativa durante o isolamento social. Alunos do 5º ano da Escola de Educação Básica Castro Alves, em Araranguá, receberam kits com materiais educativos elaborados e fornecidos pelo comitê para acompanharem as aulas da disciplina de Ciências da professora Janete Costa.

“Nas habilidades presentes na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no planejamento das atividades do 5º ano da escola Castro Alves, está inclusa a educação ambiental, onde abordamos os temas água, lixo e tecnologia. Solicitei ao comitê os materiais de apoio, os quais são foram feitos especialmente para educação infantil. São jogos e brincadeiras educativas que proporcionam aos alunos o conhecimento, de forma ilustrada, sobre as características da bacia e afluentes do Rio Araranguá. Os materiais ainda incluem os mapas da região da bacia, onde eles podem se localizar, trabalhando além da disciplina de ciências, a geografia”, explicou a professora.

Por conta da pandemia as aulas da escola Castro Alves passaram a acontecer de forma remota, por meio de uma plataforma na internet. Como nem todos os alunos possuem a tecnologia à disposição, os kits foram encaminhados para aqueles que não têm acesso ao aplicativo, sem prejudicar a continuidade da grade de aulas.

“Nós temos uma parceria com a escola. E sempre desenvolvemos atividades presenciais com os alunos. Neste momento de isolamento, a professora nos solicitou o material para que ela pudesse trabalhar de forma remota as aulas de gestão de recursos hídricos, tendo esse subsídio de material. É uma forma de desenvolver as atividades das crianças e também pensando na preservação dos recursos naturais como forma de incentivo para que os alunos pensem na importância a preservação”, afirmou a engenheira ambiental e assessora técnica do Comitê Araranguá, Michele Pereira da Silva.

Um dos alunos beneficiados foi Maikon Weingartner Soares. Ele recebeu o kit em casa e realiza as atividades com o acompanhamento remoto da professora Janete e com a ajuda da família. “Eu entendi que muita chuva causa destruição e pouca chuva faz a estiagem. Se não chover, tem a seca e falta água. Temos que preservar a natureza. Podemos reunir os moradores da nossa comunidade para buscar soluções na cooperativa para cuidar da nossa Bacia do Rio Araranguá”, relatou o aluno.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Comitê Araranguá lança série de vídeos sobre a estiagem em Santa Catarina

Conteúdos abordam os impactos da seca na região da Bacia do Rio Araranguá

O Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba lançou nesta semana uma série de vídeos sobre a estiagem no Estado de Santa Catarina. Os conteúdos estão sendo divulgados no feed e stories do Instagram do comitê, no @comite_araranguá, e também no stories do Facebook do Comitê Araranguá.

A proposta da série é levar aos internautas que acompanham o comitê nas redes sociais  e para o público em geral o conhecimento sobre a situação da seca na região da Bacia do Rio Araranguá. Durante os conteúdos, representantes da diretoria e das entidades que fazem parte do Comitê Araranguá respondem como: até quando vai durar a estiagem? Como posso ajudar a amenizar os impactos da seca? Qual o impacto da estiagem na agricultura? Entre outros questionamentos.

Os vídeos seguirão sendo publicados nos próximos dias nas redes sociais do Comitê Araranguá e depois seguirão disponíveis no feed do Instagram do Comitê.

Veja abaixo alguns vídeos que já foram divulgados:












segunda-feira, 4 de maio de 2020

Capacitação online aborda a gestão dos recursos hídricos aliada ao licenciamento ambiental


Curso foi realizado pelos Comitês das Bacias dos Rios Araranguá e Urussanga



Profissionais de fundações de meio ambiente da AMESC e AMREC participaram de uma capacitação online realizada na última quinta-feira, dia 30. O curso foi organizado pelos Comitês das Bacias do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba e Urussanga. O tema abordado durante o encontro digital abordou o tema “A gestão de recursos hídricos integrada ao processo de licenciamento ambiental”.

A Política Nacional de Meio Ambiente, de 1981, embora tenha atualizações, traz os recursos naturais de uma maneira geral e não especifica os recursos hídricos. Depois, a Lei Federal nº 9433, de 1997, complementa e traz essas especificidades, e em seguida as legislações estaduais e os planos de recursos hídricos.

“A ideia da capacitação foi fazer o alinhamento dessas questões para obter uma melhor compreensão do processo de gestão dos recursos hídricos com a Política Nacional de Meio Ambiente. São leis e instrumentos legais diferentes e precisam de uma conexão para não deixar a gestão de recursos hídricos isolada”, disse a engenheira ambiental e assessora técnica da entidade executiva AGUAR, Michele Pereira da Silva.

Um exemplo da necessidade de integração dos processos é a Ação Civil Pública do Carvão. “Ela teve o objetivo de buscar a despoluição dos rios e execução do tratamento dos efluentes antes do lançamento. A ação é realizada nas áreas das empresas que as estão recuperando e realizando ações para minimizar os impactos, mas não são realizadas ações no leito dos rios, que recebem tratamento de forma indireta”, salientou Michele, que fez uma das apresentações da capacitação.

Quem também ministrou o corso foi o advogado Guilherme Dellacosta, especialista na área de direito ambiental e urbanístico, explanou sobre o licenciamento ambiental e os instrumentos de gestão. De acordo com o especialista, o licenciamento ambiental está no contexto da preservação do meio ambiente.

“Ele é de caráter preventivo, pois é onde o Poder Público exerce controle de determinada atividade para que possa fazer seu exercício respeitando as normas ambientais. No exercício de atividades econômicas, vários bens ambientais estão em jogo. Um desses, que deve ser protegido e priorizado, é o uso de recursos hídricos. Por isso, o licenciamento ambiental serve como instrumento essencial para o controle do uso da água no que diz respeito tanto para quantidade quanto a sua quantidade”, contou.

Documento será norteador das fundações de meio ambiente
Ao final da capacitação online, os participantes começaram a elaboração de um documento que poderá ser norteador para fundações ambientais da região. O documento preliminar pode receber sugestões até o dia 15 de maio.

“Ele complementa as instruções normativas do IMA. A ideia é aprová-lo nos comitês e solicitar que também seja aprovado na AMREC. Posteriormente será encaminhado às fundações de meio ambiente que poderão utilizá-lo como embasamento para licenciamento ambiental, evitando impactos relacionados aos recursos hídricos nas três bacias”, comenta a técnica de recursos hídricos da AGUAR, Rose Maria Adami.

Para o presidente da FUNDAVE e engenheiro ambiental, Juliano Mondardo Dal Molin, representante membro do Comitê Araranguá, a capacitação orienta técnicos e analistas para minimizar os impactos relacionados aos recursos hídricos. 

“O tema é muito relevante para os municípios, bem como para quem exerce papel de órgão licenciador ou é consultor. Atividades que estão utilizando os recursos hídricos como rizicultura, indústria, mineração, precisam ter uma gestão para redução dos impactos ambientais. Dentro disso, os técnicos, analistas, precisam buscar medidas neste sentido. Por isso importância de nos capacitarmos e entendermos mais sobre a gestão de recursos hídricos, para que possamos estabelecer regras e condicionantes às atividades e afetar cada vez menos os recursos hídricos. Assim contribuímos para o desenvolvimento da região e preservação dos mananciais”, argumenta.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Estiagem em Santa Catarina deve durar pelo menos até junho


Na região da Bacia do Rio Araranguá já há município que declarou estado crítico de condições de abastecimento urbano


Foto: Lucas Bellettini
Santa Catarina vem registrando redução do volume de chuvas desde junho de 2019. Para agravar a situação, os primeiros meses de 2020 - de janeiro a março - tiveram precipitações abaixo da média histórica. E as previsões referentes a duração da estiagem no Estado não são animadoras. Uma nota técnica elaborada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) e pela Secretaria Executiva de Meio Ambiente (SEMA), divulgada no último sábado, dia 25, aponta que a situação crítica deverá se manter por, no mínimo, mais três meses, até junho.

A Bacia do Rio Araranguá foi uma das áreas de Santa Catarina que apresentou agravamento na situação da estiagem. Foi o que apontou o Boletim Hidrometeorológico Integrado de Santa Catarina, divulgado no dia 13 de abril de 2020. Dentro das Bacia do Rio Araranguá, os municípios de Turvo e Ermo declararam estado crítico e de alerta, respectivamente, em relação às condições de abastecimento urbano.

“A prioridade será o abastecimento humano e a dessedentação dos animais. Temos receios do surgimento de muitos conflitos pelo uso da água, mas neste momento cada um precisa fazer a sua parte”, afirmou o presidente do Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba, Luiz Leme.

De acordo com dados Epagri/Ciram, anomalias negativas de precipitação mensal acumulada do período entre maio de 2019 a abril de 2020 variaram em todo o Estado. No Litoral Sul esse número foi de -330,6. A sequência de meses com baixo volume de chuva tem afetado não só o abastecimento urbano, mas também a geração de energia e a agricultura de Santa Catarina.

De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), nos primeiros meses de 2020 foi gerada apenas 39% da energia hidrelétrica tendo em vista o mesmo período no ano de 2019 no Estado. Já a Epagri/CEPA, aponta que as principais lavouras afetadas são as de milho, silagem, feijão e soja. As perdas na cultura de feijão chegam a 60% em municípios do Meio Oeste, por exemplo.

“Na Bacia do Rio Araranguá, a rizicultura é a maior usuária de água. Felizmente este setor não está fazendo uso dos recursos hídricos neste momento. Porém, pode ser prejudicado no futuro, porque os preparos do solo começam em julho e não sabemos se até lá estará normalizado”, acrescentou Leme.

Economizar e armazenar

E todos podem colaborar para amenizar o problema. A orientação é bom senso e conscientização. É economizar a água e não fazer o uso para atividades notadamente promotoras do desperdício. A engenheira ambiental e assessora técnica do Comitê Araranguá, Michele Pereira da Silva, lembra ainda que o Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Araranguá já adianta a necessidade da implantação de reservatórios de água na região.

“Existe a preocupação com a reservação hídrica de pequenos e médios barramentos e açudes para a área rural. Outra forma é o reuso e captação de água em área urbana. Com essa previsão de pouca chuva para os próximos três meses, vamos ter que praticamente fazer com que as pessoas armazenem água para a próxima lavoura de arroz na Bacia do Rio Araranguá”, alertou Michele.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Comitê Araranguá recebe doação de 350 mudas de palmito


Plantas serão distribuídas para produtores de Forquilhinha e Nova Veneza e plantadas em áreas de preservação



O Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba uma doação de 350 mudas de palmito. As plantas foram encaminhadas ao comitê como compensação de um licenciamento particular para uma supressão de vegetação, aprovado pelo Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). Os palmitos foram levados ao Projeto Ingabiroba e serão plantados em áreas de preservação permanente e, parte deles, no enriquecimento de terras já plantadas.

“Estamos distribuindo para agricultores das cidades de Nova Veneza e Forquilhinha. Aproximadamente 170 mudas já foram repassadas aos produtores. É importante destacar também o interesse deles em receber essas plantas para fazer o plantio, demonstrando a preocupação com as áreas de preservação permanente, recuperação de zonas de plantio e locais de nascentes”, destacou o vice-presidente do Comitê Araranguá, Sérgio Marini.

Ele destaca ainda os benefícios da manutenção das vegetações para a preservação dos rios. “Protege a erosão do solo. Impede que as águas com turbidez cheguem aos mananciais e que sedimentos sejam levados para dentro dos rios, causando assoreamento. Além de diminuir a temperatura do ambiente e das águas, melhorar a qualidade do ar e servir de abrigo para a fauna e flora”, disse Marini.

O Projeto Ingabiroba

O projeto Ingabiroba é uma iniciativa que começou em 2009 em Nova Veneza e Forquilhinha, onde produtores agrícolas recebem incentivos para disponibilizarem áreas para recuperação ambiental, através do plantio de mudas. Já alcançando outras cidades do sul catarinense, a ação é coordenada pela Associação Catarinense de Irrigação e Drenagem, com apoio do Comitê Araranguá, Epagri e Associação de Proteção da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá (AGUAR).

terça-feira, 21 de abril de 2020

Comitês Araranguá e Urussanga alinham estratégias para realização de capacitação online

Primeiro curso à distância está agendado para acontecer no dia 30 de abril


Enquanto a quarentena persiste em Santa Catarina, o Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba segue planejando suas atividades de forma remota. O grupo realizou reunião online para alinhar as estratégias que serão utilizadas para a realização de capacitação à distância, inicialmente marcada para o dia 30 de abril. 

O encontro virtual contou ainda com a participação dos membros do Comitê da Bacia do Rio Urussanga e da coordenação da Associação de Proteção da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá (AGUAR), já que a capacitação será organizada pelos dois comitês. 

O tema apresentado para ser abordado no curso foi “A gestão dos recursos hídricos integrada ao processo de licenciamento ambiental”. A proposta foi aprovada na reunião e as assessorias técnicas dos comitês irão realizar a adequação do tempo de capacitação, visando o melhor aproveitamento dos conteúdos que serão tratados.

domingo, 12 de abril de 2020

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Comitê Araranguá adere às capacitações e deliberações online




Reuniões dos membros via internet durarão até o fim do isolamento social em Santa Catarina

Desde o dia 17 de março, o Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba suspendeu suas atividades presenciais. A medida foi necessária em cumprimento ao decreto do Governo de Santa Catarina, que determinou isolamento social no Estado para o controle da Covid-19. E para dar continuidade ao calendário anual dos trabalhos e ações, o comitê, a partir deste mês de abril, irá aderir às reuniões e capacitações online.


Em reunião virtual, com a participação coordenação da Associação de Proteção da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá (AGUAR), a diretoria e a equipe técnica do Comitê Araranguá aprovaram a proposta de efetuar deliberações e treinamentos de forma remota, contando com o auxílio da tecnologia.

“A gestão dos recursos hídricos também precisa se adaptar a este novo momento. Estamos encontrando uma forma para que os membros possam participar das nossas ações e o comitê consiga deliberar suas demandas”, explicou a engenheira ambiental e assessora técnica do Comitê Araranguá, Michele Pereira da Silva.

A primeira experiência será em uma capacitação com profissionais das secretarias e fundações de meio ambiente e setores conjuntos dos municípios que fazem parte da Bacia do Rio Araranguá. O modelo já foi avalizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina (SDE).

“Em um primeiro momento devemos fazer essa capacitação online. E ela servirá de testes para outras decisões que vamos precisar tomar mais para frente de forma virtual. Essa vai ser a tônica dos trabalhos enquanto perdurar as determinações de isolamento social no Estado”, afirmou o presidente do Comitê Araranguá, Luiz Leme.

O modelo de compromissos online foi ainda aprovado pela AGUAR, como confirmou a coordenadora Cenilda Mazzuco. “A nossa reunião para definir essas estratégias já foi online. O resultado foi muito bom e provou que o uso dessa ferramenta facilita o desenvolvimento dos trabalhos e a participação dos envolvidos de qualquer lugar”, completou Cenilda. 

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Agricultura da região Sul também é impactada pela estiagem


Na Bacia do Rio Araranguá, rios e lagoas estão com níveis abaixo da normalidade


Agricultores da região Sul de Santa Catarina estão preocupados com a estiagem que atinge todo o Estado. Nos municípios que fazem parte da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá os níveis dos rios e lagoas estão abaixo da normalidade. A pouca quantidade de chuva, além de prejudicar os mananciais, tem gerado impactos negativos na irrigação da agricultura.


Conforme informou a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o Estado vem sofrendo com as estiagens desde junho de 2019. Nos municípios do Sul, a redução dos índices pluviométricos já atingiu a produção de arroz e agora afeta outras culturas.
“Durante o cultivo do arroz, os rizicultores sofreram mais. Agora, como já está em época de colheita, eles não estão mais precisando de água. Os que estão sendo prejudicados são a pecuária, devido a irrigação das pastagens e culturas como feijão, milho”, destacou o vice-presidente do Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba, Sérgio Marini.

Os reflexos das estiagens nas lavouras do Sul também são ressaltados pelo gerente regional da Epagri, Edson Borba. “O Sul do Estado ainda foi uma das regiões menos afetadas desde o ano passado. Da metade de fevereiro, até março foi quando tivemos o período mais crítico de chuvas. Porém as pastagens estão perdendo um pouco a qualidade agora, então o agricultor precisa complementar com suplementação para os animais e também podemos destacar os locais com produção de hortaliças, onde não tem irrigação”, disse.

Outra cultura impactada é o Maracujá. “A última florada, no mês março, acabou sendo prejudicial nas lavouras por conta da falta de chuva, causando queda na produção. Aliado a isso, os produtores de maracujá vêm enfrentando com as restrições relacionadas com a Covid-19. Diminuiu o consumo do produto que ia muito para São Paulo”, acrescentou Borba.

Incentivo a reservação de água

Marini lembra que os produtores estão preocupados com os índices pluviométricos estipulados para o resto do ano. “Neste momento ainda falta quatro meses para iniciar uma nova safra do arroz, por exemplo, que é o maior usuário de água da bacia. Diante de uma previsão de baixo índice de chuva para os próximos meses, estamos orientando os produtores para fazer reservação de água, principalmente nas propriedades. Os agricultores precisam ficar atentos a escassez de chuva”, afirmou o vice-presidente do Comitê Araranguá.

 Para incentivar a reservação de água e diminuir os impactos das estiagens nas produções, Borba reforçou a indicação para os agricultores acessarem o Projeto Irrigar. Por meio do programa, o Governo de Santa Catarina subsidia os juros para operações de até R$ 30 mil para a construção de estruturas de armazenamento de água e equipamentos para irrigação dentro das propriedades.

“O agricultor pode contratar o financiamento e o Governo do Estado paga até 4,5% de juros ao ano. Os juros do Pronaf (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar) são da ordem de 3% a 4,5%. Para a maioria dos nossos agricultores, a operação vai ficar praticamente juro zero. Para os demais produtores, o governo paga até 4,5%, e eles terão aproximadamente 2% de juro, dependendo da operação”, completou o gerente regional da Epagri.